Especialista traça perfil da banca do novo concurso do TST

Após a divulgação de que a Fundação Carlos Chagas (FCC) será a organizadora do aguardado concurso do Tribunal Superior do Trabalho (TST) em 2017, para técnicos e analistas judiciários, a FOLHA DIRIGIDA conversou com o Marcus Silva, especialista em planejamento de estudos para concursos que está à frente do site Mentalidade Concurseira.

Em relação aos exercícios de preparação após a definição da organizadora do TST, Marcus afirma que é essencial, no momento, dar enfoque à resolução de questões da banca, aproveitando que há muitas questões disponíveis dessa banca para serem resolvidas. Ele afirma que as provas da Fundação Carlos Chagas são muito bem elaboradas e equilibradas, com conteúdos programáticos bem divididos por todas as questões das provas. Além disso, ele afirma que a FCC prioriza, muitas das vezes, questões com cobrança literal de dispositivos legais e constitucionais.

“As provas, de uma forma geral, são difíceis. Questões solicitando a análise de itens e cobrando a alternativa que contém os itens certos ou errados são uma característica marcante da banca”, comenta.

Sempre que um concurso define qual será a sua banca, a melhor estratégia é dar maior foco às questões anteriores desta. Fazendo tais questões, o candidato vai compreendendo melhor o formato da prova e se acostumando gradualmente com o estilo de cobrança.

Como a banca FCC também organizou o último concurso do TST, realizado em 2012, a base do conteúdo programático deve ser o edital anterior e, de forma geral, não são esperadas grandes mudanças. Algumas poucas alterações podem acontecer, mas devem ser tratadas pelos candidatos como exceção. Portanto, eles não devem se preocupar excessivamente com esse aspecto. Com análise cuidadosa do conteúdo anterior de uma forma consistente, as possíveis surpresas podem ser tranquilamente superadas.

Para quem ainda não começou a estudar, o especialista aconselha que sempre há tempo. Logicamente, quem já está há algum tempo estudando tem vantagem, mas nem sempre essa vantagem define a conquista da vaga. “Muitas vezes, pessoas que começam mais tarde, porém estudam com disciplina e bom planejamento, conseguem a aprovação e, literalmente, furam a fila”, completa.

Se o concurseiro já está se preparando para outros concursos de tribunais, como o do TRT-RJ, que formou comissão recentemente, esse concurso do TST, com provas e lotação apenas em Brasília, também deve ser encarado como uma boa oportunidade. “Todo concurso sempre deve ser encarado como uma ótima forma de teste e este pode ser encarado como uma oportunidade real” diz o especialista.

Marcus declara que sempre confirma aos alunos sobre a importância da realização de simulados. Ele afirma que o melhor simulado que existe é fazer concursos similares, mesmo que não eles não sejam o seu objetivo principal.

Jornalista: André Fortunato

FONTE: Folha Dirigida

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